Violência doméstica. Prisão preventiva. MP. DIAP do Núcleo de Oeiras
Na sequência de detenção em flagrante delito, o Ministério Público apresentou a primeiro interrogatório judicial uma arguida de 20 anos de idade, fortemente indiciada pela prática de um crime de violência doméstica.
Arguida e ofendida iniciaram um relacionamento amoroso em agosto de 2024 e, desde essa altura, viviam juntas, em Lisboa.
Encontra-se indiciado que, desde o início da relação, a arguida tem um comportamento muito agressivo para com a companheira, tanto na rua como dentro de casa. Para além de a ofender, ao longo dos seis meses de namoro, por várias vezes, a arguida agrediu a namorada, provocando-lhe lesões nas zonas do corpo atingidas pelas pancadas.
Os factos mais recentes ocorreram no dia 17 de fevereiro de 2025, à saída de um centro comercial, em Alfragide. Vítima, arguida e a mãe desta seguiam a pé quando a arguida começou a exaltar-se e a espancar a namorada em plena via pública, acabando por atirar a ofendida ao chão. Esta, ao cair desamparada de costas, embateu com a nuca com força contra o solo e perdeu os sentidos, ficando desmaiada no solo até ser socorrida, no local, pelos bombeiros.
Em consequência das agressões, a vítima sofreu uma ferida na cabeça com muito sangramento e um traumatismo craniano. Estas lesões obrigaram a ofendida a receber assistência hospitalar e implicam acompanhamento médico posterior.
Após interrogatório judicial realizado no dia 18 de fevereiro de 2025, foi aplicada à arguida a medida de coação de prisão preventiva.
O inquérito corre termos no DIAP do Núcleo de Oeiras.