Crimes de ódio. Prisão preventiva. MP. DIAP de Lisboa
O Ministério Público apresentou a primeiro interrogatório judicial um arguido fortemente indiciado pela prática de:
- um crime de discriminação e incitamento ao ódio e à violência;
- um crime de instigação pública a um crime;
- um crime de apologia pública de um crime; e
- um crime de ameaça agravada.
Em síntese, estão em causa publicações efetuadas pelo arguido numa rede social em que este incitava ao ódio e à violência contra a comunidade brasileira e fazia a apologia da ideologia nazi.
Encontra-se fortemente indiciado que o arguido chegou mesmo a incitar homicídios por motivos raciais, ao oferecer um apartamento a quem realizasse um massacre de cidadãos brasileiros e um bónus em dinheiro pela morte de uma jornalista, também ela brasileira.
Realizado o interrogatório e em consonância com o promovido pelo Ministério Público, a juiz de instrução criminal decidiu aplicar ao arguido a medida de coação de prisão preventiva.
O inquérito é dirigido pelo DIAP de Lisboa, com a coadjuvação da Polícia Judiciária.